quarta-feira, 29 de abril de 2009


A Anti-Barbie de Margiela

Quando vi pela primeira vez a imagem desta Barbie – logo quis uma. Assim pra exibir em casa, como se fosse obra de arte que na verdade é. Pensei em dadaísmo, cultura pop,Andy Wharol, hibridismos e toy art.Nem preciso falar em Margiela... Quem se interessar dê um “Google” neste nome e verá tudo o que ele já fez. É mais que competente estilista, é artista, domina o universo que criou – delírio puro. A absurda proporção que recriou em seus últimos desfile desafia a vontade de moda e os corpos; alimenta desejos para depois serem digeridos pela grande indústria. Vide os novos blazers meio anos oitenta, as botas até depois dos joelhos vistos nas passarelas – influência dele total.Sua Barbie pode ter vários nomes: “Anti-Barbie”, Barbie-Perucona”, “Barbie-das-carvenas” (rsrsrs), enfim... Brincadeiras a parte o que ele faz é usar a boneca para colocar em xeque muitas questões importantes no debate da arte x modernidade como: repetição, memória, o valor do corpo e da identidade, anulação, identidades imaginárias, auto referência...mil questões. Como já disse, quero ter uma em casa pra colocar ao lado dos meus stickers e grafites e também da imagem do Warhol de peruca loira que tenho na porta do meu quarto.

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